BACTÉRIA QUE SE ALIMENTA DE PLÁSTICO: É A SOLUÇÃO? | GS one | Roupas Ecológicas

BACTÉRIA QUE SE ALIMENTA DE PLÁSTICO: É A SOLUÇÃO?

11/04/2019

                

                Os dados sobre a geração de lixo plástico são extremamente alarmantes. Segundo dados do Banco Mundial atualmente estimasse que o Brasil é o 4° maior produtor de lixo plástico no mundo, com 11,3 milhões de toneladas, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, China e Índia. Desse total, mais de 10,3 milhões de toneladas foram coletadas (91%), mas apenas 145 mil toneladas (1,28%) são efetivamente recicladas, ou seja, reprocessadas na cadeia de produção como produto secundário. Esse é um dos menores índices da pesquisa e bem abaixo da média global de reciclagem plástica, que é de 9%.

                O plástico polui o meio ambiente, demora muito para se decompor, é produzido através de uma matéria prima não renovável e boa parte de tudo o que é produzido a partir desse material no Brasil não é reciclado. Desde que a indústria do plástico se desenvolveu com um crescimento acelerado a partir de 1920, muitos utensílios e embalagens foram criados com esse tipo de material, que é facilmente moldável. Em contra partida o descarte e remanejamento não fora pensado desde o inicio e conforme a sua produção crescia em ritmo acelerado na mesma velocidade avançava a poluição e o plástico passou a ser muito poluente.

                Como o consumo de plástico ainda é gigante se comparado a quantidade dele que é reciclada e seu destino acaba quase sempre sendo a natureza e gerando poluição, tem sido estudadas medidas que possam se tornar soluções sustentáveis e viáveis para serem adotadas gerando a diminuição da quantidade de plástico que hoje polui cidades, florestas e oceanos. Uma das mais pesquisas mais suspreendentes a cerca desse problema foi a de uma bactéria que possui uma enzima que digere o plástico de garrafas PET. Tudo começou quando um grupo de cientistas japoneses do Instituto de Tecnologia de Kioto coletaram amostras de bactérias presentes em um centro de reciclagem. Ao analisar diversos microrganismos, encontraram a bactéria Ideonella sakaiensis, que utiliza duas enzimas, a petase e a metase, para degradar e processar o PET. 

                Em termos de uma futura aplicação prática, de obter um ingrediente capaz de degradar toneladas de lixo plástico, o estudo mostrou-se muito promissor. Agora deverão começar os esforços para passar da escala de laboratório para a industrial. Para isso, será necessário desenvolver a engenharia de reatores, otimização dos processos e avaliação de custos. No entanto, como a previsão é que até 2050 o material será mais presente no oceano do que a população de peixes. nós não podemos apenas contar com a ciência quando o assunto é plástico, devemos ser mais conscientes em relação a seu consumo, substituição e descarte.


Fontes


https://www.wwf.org.br/?70222/Brasil-e-o-4-pais-do-mundo-que-mais-gera-lixo-plastico
https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2016/01/oceanos-em-2050-vao-ter-mais-plastico-do-que-peixes.html
https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Meio-Ambiente/noticia/2018/04/enzima-capaz-de-digerir-plastico-e-desenvolvida-em-laboratorio.html
https://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=brasileiros-ajudam-melhorar-enzima-come-pet&id=010125180425#.XK8oG-hKiUm
http://revistapesquisa.fapesp.br/2016/04/19/a-bacteria-que-come-garrafas-pet/









                

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